terça-feira, 4 de agosto de 2026

agosto de eclipse plasmático 
sussurro plástico e pipoca na areia quente

o mês só começou quando o sol em Leão brilhou na tua pele, nos cachos pendentes do último corte, no canto da parede que reflete o tom da tinta. 

o mês estacionou no dia 2. quando Vênus ficou por horas no horizonte e só sentimos que o planeta girou porque em um momento despercebido a vespertina se foi.  

ficou somente a Terra e por um segundo nós dois. 

ha algo de vendaval se formando no atlântico sul, aquelas marés e tempestades de areia que aprendemos com el niño que virá e mexe cresce e vira el cabron. aprendemos a imaginar e lançar o clima na prece que roga por dias melhores, de sol e ar puro. aprendemos com a atmosfera que chega e se esparrama na planície dos teus dedos, cujos ventos varrem o aroma do toque.

e também esquecemos. inclinadas a mudar de estação, não ha ponto final.
baldeia entre cidade, aldeia, roça, meus abraços quase que rápidos pra dar tempo de te olhar nos olhos. 

dos teus olhos não esqueço
seja a gosto, faça chuva ou aquele sol.

música pra essa tarde que ainda vai chegar: mágica de 'calcinha preta'... 


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